Vista de satélite de um litoral, com bancos de areia claros dissolvendo-se na água azul-profunda

Serviço · Inventário e Gerenciamento de GEE

Meta climática começa com inventário feito pelo método que a auditoria aceita.

Quantificamos as emissões da operação nos escopos 1, 2 e 3 pelo GHG Protocol e pela ABNT NBR ISO 14064 — da definição das fronteiras ao relatório que vai para o cliente, para o investidor ou para o Selo Clima Paraná. Com o número na mesa, a meta de redução deixa de ser intenção e vira plano com prazo.

Quando faz sentido

Quatro momentos em que o inventário deixa de ser opcional.

Em todos eles alguém de fora passou a depender do seu número — e o prazo costuma chegar junto com o pedido.

  • O cliente grande passou a pedir a sua pegada

    Cadeia de suprimentos é escopo 3 de alguém. Quem compra de você precisa do seu número para fechar o próprio inventário — e costuma pedir com prazo curto e formulário próprio.

  • A empresa assumiu meta e não tem linha de base

    Meta sem ano-base é slogan. Sem o inventário do ponto de partida não há como afirmar se a emissão caiu, subiu ou apenas mudou de lugar dentro do processo.

  • Vai concorrer ao Selo Clima Paraná

    O programa estadual é construído sobre o inventário: é ele que sustenta a inscrição, define a nota e aponta o que precisa melhorar no ciclo seguinte.

  • O relatório de sustentabilidade não fecha

    Relato sem dado de emissão rastreável não passa por verificação. A pergunta que derruba o capítulo climático é sempre a mesma: de onde saiu esse número?

Como funciona

Medir com método, para o número resistir à pergunta.

Cinco etapas, da definição das fronteiras ao plano de redução. O inventário só vale quando outra pessoa consegue refazer a conta e chegar ao mesmo lugar.

  1. Fronteiras e ano-base

    Definimos o que entra: quais unidades, sob controle operacional ou participação societária, e qual o ano de referência. É a decisão que torna o inventário comparável ano a ano — trocar de critério depois obriga a recalcular a série inteira.

  2. Levantamento dos dados de atividade

    Litro de diesel, metro cúbico de gás, kWh comprado, tonelada de resíduo, quilômetro rodado, passagem aérea. Mapeamos onde cada dado nasce dentro da empresa e deixamos o caminho documentado, porque no ano seguinte alguém vai ter que refazer o percurso.

  3. Cálculo por escopo

    Escopo 1, o que a operação queima; escopo 2, a energia que ela compra; escopo 3, o que acontece na cadeia. Aplicamos os fatores de emissão vigentes e registramos a memória de cálculo — o número precisa poder ser refeito por outra pessoa.

  4. Relatório e preparação para verificação

    Inventário consolidado por escopo e por fonte, com exclusões e incertezas declaradas. É o documento que vai para o cliente, para o programa estadual ou para o verificador independente, quando a verificação for exigida.

  5. Plano de redução e monitoramento

    As fontes ordenadas por peso e por custo de abatimento, para a redução começar onde ela cabe no orçamento. No ciclo seguinte, o próximo inventário mede se funcionou.

Entregáveis

O que fica com você no fim do ciclo.

Mais do que o número da emissão: o método documentado, para o inventário do ano que vem custar uma fração do primeiro.

  • Inventário de emissões por escopo, por fonte e por unidade
  • Memória de cálculo com os fatores de emissão e as fontes citadas
  • Planilha de coleta estruturada, para a empresa repetir o levantamento sozinha
  • Relatório do inventário no formato exigido por quem vai recebê-lo
  • Declaração de fronteiras, exclusões e incertezas
  • Fontes de emissão ordenadas por potencial de redução
  • Plano de redução com ações, responsáveis e prazo
  • Base comparável para o inventário do ano seguinte

Escopos

O que entra no trabalho.

Do primeiro inventário de quem nunca mediu à preparação para a verificação independente. Frentes que entram juntas ou separadas, conforme o que estiver sendo cobrado de você.

  • Inventário de escopo 1 — combustão e processo
  • Inventário de escopo 2 — energia adquirida
  • Inventário de escopo 3 — cadeia de valor
  • GHG Protocol
  • ABNT NBR ISO 14064
  • Selo Clima Paraná
  • Ano-base e recálculo de série histórica
  • Pegada de carbono de produto
  • Plano de redução de emissões
  • Preparação para verificação de terceira parte
  • Cadastro Técnico Federal e RAPP (Ibama)
  • Dado de emissão para relato ESG

Dúvidas frequentes

O que perguntam antes de contratar.

Qual a diferença entre escopo 1, 2 e 3?

Escopo 1 é a emissão que sai da sua operação: caldeira, frota própria, processo industrial, fuga de gás refrigerante. Escopo 2 é a emissão de quem gerou a energia que você comprou. Escopo 3 é todo o resto da cadeia — fornecedor, transporte contratado, viagem, resíduo, uso do produto. Os dois primeiros entram em qualquer inventário; o escopo 3 costuma ser o maior e é onde a conversa com o cliente e com o investidor acontece.

Preciso mesmo do escopo 3?

Depende de quem vai ler. Para um inventário interno de partida, escopos 1 e 2 já dão trabalho suficiente. Para responder a cliente grande, entrar em programa ou publicar relato, o escopo 3 quase sempre entra — e o caminho prático é começar pelas categorias mais relevantes da sua cadeia, em vez de tentar mapear todas de uma vez.

Quanto tempo leva o primeiro inventário?

O que consome tempo não é o cálculo, é encontrar o dado dentro da empresa. Quando as contas de energia, os abastecimentos e os manifestos de resíduo estão organizados, o trabalho corre; quando estão espalhados por três setores, o levantamento vira a maior etapa. Por isso o primeiro ciclo é sempre o mais longo e o segundo, bem mais curto.

Vocês verificam o inventário?

Não. A verificação de terceira parte é feita por organismo independente, justamente para não ser quem elaborou. O que fazemos é preparar o inventário para ela: memória de cálculo rastreável, fronteiras declaradas e evidência por trás de cada dado de atividade. Quando a verificação for exigida, o inventário chega pronto para encará-la.

Isso serve para o Selo Clima Paraná?

Serve, e é a base do programa: o inventário sustenta a inscrição e a nota. Somos duas vezes Selo Clima Paraná com nota A, e o que a experiência ensinou é que a nota vem menos do valor da emissão em si e mais da consistência da série e da qualidade da evidência por trás dela.

Próximo passo

Conte o seu problema ambiental. A gente diz o que precisa ser feito — antes de você contratar qualquer coisa.

A conversa inicial é sem custo e sem compromisso. Em geral bastam 15 minutos para entender se o caso é de laudo, licença, adequação ou gestão completa.